Paisagens Interiores

When looking at nature, we are dealing with something external to our inner world, however, for some inexplicable reason, this act almost always helps us to rethink our own emotions. It seems that it reflects as a mirror involuntary, our soul. Therefore, the contemplation of nature helps us achieve the peace and has always been an instrument of spiritual quest.

The photographer who decides to portray landscapes faces a major challenge: getting out the clichés and presenting a new way to see something common to find, too, those feelings that only experience in the real causes. In addition, a work of art to surprise us conceptually, it is very important at the same time create visual experiences and cultural recognizable, and submit a search in the original construction of a photographic language.

The work of photographer Emma Livingston - British based in Argentina - combines several of these characteristics, because it not only transmits, in a poetic and delicate feelings of inner experience, but also operates successfully within the reach of visual research and artistic contemporaneity. The creative process that leads to the final result is very important to understand the pictures that make up this selection.

The artistic intentions Livingston fall within the experience of landscape photography of the last 40 years, with a strong reference to the American photographer Richard Misrach, clearly visible in the series NOA (northwest Argentina). These images, taken in that region, are inciting an investigation into this territory and represents a novelty in the panorama of photography in South America

His work also features a search of archetypes that recall, no doubt, photography masters Bernd and Hilla Becher school of Düsseldorf. But what makes these pictures a novelty in the panorama of contemporary photography is the idea of replacing the industrial remains of Becher by nature, which, if TREE PORTRAITS, urbanized world in the struggle to maintain identity and space needed to survive. This form of shooting, which is nothing more than a cataloging through images, is called photographic typology, ie typological photography, a series of photographs ever taken of the same theme in a similar way and that acquire meaning when they are shown together .

Livingston's work combines the characteristics of artistic background and references of contemporary photography, permeated, however, personal poetic meanings: the eye of the photographer acts as a lens through which we also come to observe nature in a new way.

Claudia Buzzetti - 2010

 

Paisagens Interiores

Ao olhar a natureza, estamos diante de algo externo ao nosso mundo interior, porém, por alguma razão inexplicável, este ato quase sempre nos ajuda a repensar nossas próprias emoções. Parece que ela reflete, como um espelho involuntário, a nossa alma. Por isso, a contemplação da natureza nos ajuda a alcançar a tranquilidade e sempre foi instrumento de uma busca espiritual.

O fotógrafo que decide retratar paisagens naturais enfrenta um grande desafio:sair dos clichês e nos apresentar uma nova forma de ver algo comum, para encontrarmos, também, aqueles sentimentos que só a experiência real nos provoca. Além disso, para uma obra de arte nos surpreender conceitualmente, é muito importante que ela, ao mesmo tempo, desperte experiências visuais e culturais reconhecíveis, e apresente uma busca original na construção de uma linguagem fotográfica.

O trabalho da fotógrafa Emma Livingston – britânica radicada na Argentina – reúne várias dessas características, pois não só transmite, de uma forma poética e delicada, as sensações de sua experiência interior, mas também opera com sucesso dentro do alcance das pesquisas visuais e artísticas da contemporaneidade. O processo criativo que leva ao resultado final é muito importante para entender as fotografias que compõem esta seleção.

As intenções artísticas de Livingston se inserem dentro da experiência da landscape photography dos últimos 40 anos, com uma forte referência ao fotógrafo norte-americano Richard Misrach, bem visível na série NOA (Noroeste Argentino). Estas imagens, tomadas na referida região, são uma incitante investigação sobre este território e representa uma novidade no panorama da fotografia da América do Sul.

Seu trabalho também apresenta uma busca de arquétipos que remetem, sem dúvida, à fotografia dos mestres Bernd e Hilla Becher da escola de Düsseldorf. Mas o que faz destas imagens uma novidade no panorama da fotografia contemporânea é a ideia de substituir os vestígios industriais dos Becher pela natureza, que, no caso de TREE PORTRAITS, luta no mundo urbanizado para

manter a identidade e o espaço necessário para sobreviver. Esta forma de fotografar, que nada mais é que uma catalogação por meio de imagens, chama-se photographic typology, ou seja, fotografia tipológica, uma série de fotografias do mesmo tema sempre tomadas de forma semelhante e que adquirem significado quando são mostradas em conjunto.

A obra de Livingston reúne características e referências do percurso artístico da fotografia contemporânea, permeada, no entanto, de significados poéticos pessoais: o olho da fotógrafa atua como uma lente através da qual nós também passamos a observar a natureza de uma nova forma.

Claudia Buzzetti - 2010